Imagine que você comprou uma casa nova e convidou todos os vizinhos para uma festa lá. Todos na vizinhança inteira foram convidados – você pôs até um aviso no supermercado.
Assim todos os vizinhos apareceram, a festa estava sendo ótima, e ai chegou Joe-Bum, que vive atrás do super-mercado, junto ao lixo. Ele é fedorento, e você pensa, do “Oh não, porque ele apareceu?” Mas você disse no aviso, “todos são bem vindos.” Você acha que é possível para você recebê-lo com boas-vindas, e realmente, inteiramente, sem gostar que ele esteja aqui? Você pode dar-lhe boas-vindas mesmo que você não pense bem dele. Você não tem que gostar dele ele.
Você não tem que gostar de como ele cheira, ou de seu estilo de vida, ou de sua roupa. Você pode ficar embaraçado com o modo como ele mergulha no ponche ou fica colocando os dedos nos sanduíches. Sua opinião sobre ele, sua avaliação sobre ele, é absolutamente distinta de sua disposição de tê-lo como um convidado em sua casa.
Você poderia também decidir que mesmo que você dissesse que todos eram bem-vindos, na realidade Joe não é bem-vindo. Mas assim que você fizer isto, a festa muda. Agora você tem que ficar na porta da casa, fazendo guarda para que ele não possa voltar para dentro da festa. Ou se você disser, “Tudo bem, você é bem-vindo”, mas você não acha isso na verdade, você quer dizer somente que ele é bem-vindo contanto que permaneça na cozinha e não se misture com os outros convidados, então você terá que constantemente ficar de olho nele e sua festa inteira será a respeito disso. Neste meio tempo, a vida continua, a festa continua, e você está fazendo guarda para o desagradável. Isto não é estar vivendo. Não é bem como uma festa.
A metáfora é, naturalmente, sobre os sentimentos e memórias e pensamentos que aparecem e que você não gosta; eles são apenas mais Joes na porta. A questão é a postura que você toma a respeito de seus próprios conteúdos. Os Joes são bem-vindos? Você pode escolher dar-lhes boas-vindas, mesmo que você não goste do fato de que eles apareceram? Se não, como a festa irá ficar?






